quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Unidades Socioeducativas de Rio Branco descobrem que familiares levam objetos para fuga de internos


    Fotos: Greyce Lima

Durante a visitação, os familiares levam objetos aos internos para auxiliar na fuga dos reeducandos, como perfumes, isqueiro e até dinheiro

Dentro das Unidades Sócio Educativas de Rio Branco,qualquer objeto que entre nos dormitórios pode ser transformado em “Stock” (arma artesanal) confeccionada pelos reeducandos que cumprem pena em pousadas ou penitenciárias.

Os “Stock’s” de cabos brancos são pedaços de acrílico do assento dos vasos sanitários da unidade. Com papel higiênico molhado, pedaços da espuma do colchão e linha, os cabos das armas são confeccionados. Assim como a tela de proteção e até mesmo uma simples escova de dente, que são reutilizadas.

Neste último final de semana, durante revista minuciosa dos agentes nas celas, mais de 40 destas armas foram apreendidas na Unidade Sócio Educativa Santa Juliana. Após cinco dias confeccionando as armas, 87 internos planejavam uma fuga em massa para o início desta semana.

O diretor do Ise/Santa Juliana, Rafael Almeida, disse que os agentes penitenciários perceberam anormalidades dos menores, fizeram uma revista e acionaram o Batalhão de Operações Especiais (Bope) para dar apoio na ação.

Os líderes dos internos foram encaminhados para serem ouvidos e afirmaram que passaram cinco dias confeccionando as armas e, ainda, planejavam a fuga para a próxima segunda-feira, onde renderiam os agentes no momento da educação física e realizariam a fuga em massa.

No momento da apreensão das armas, foram encontrados bilhetes improvisados em uma tampa de embalagem de sorvete, pedindo à visita que trouxesse uma serra para a fuga, [“Tras uma cerra para mim fugir”], continha.

O diretor Rafael Almeida informou que durante a visitação, os familiares levam objetos aos internos para auxiliar na fuga dos reeducandos, como perfumes, isqueiro e até dinheiro.

Já na Unidade Sócio Educativa Aquiry, o diretor Wilkerson Oliveira fizeram um acordo com a família dos menores, onde os visitantes não seriam revistados na entrada, mas os internos seriam. A partir desse acontecimento, o consenso será revisto e a revista íntima nos familiares será estudada pala direção geral do instituto sócio educativo.

Segundo a direção do instituto, foi constatado que os objetos na unidade Aquiry também estão entrando por meio da visita intima das namoradas, e inclusive droga, pois durante as atividades extras fora da unidade, eles retornam à unidade com droga.

Ainda na sexta-feira, 21, na unidade Aquiry, houve início de uma confusão, onde durante um trabalho religioso realizado no refeitório da instituição, os menores que não participaram da atividade por mau comportamento fizeram tumulto, hostilizando os outros menores, e batiam nas grades, segundo o diretor Wilkerson Oliveira.

Nesta quarta-feira, 26, alguns pais dos internos envolvidos foram ouvidos pela direção da unidade. As duas direções das unidades afirmam que houve um acordo para que os familiares não passassem por revista, mas destacam que a tese será revista diante dos últimos acontecimentos.


Fonte: Greyce Lima da TV Rio Branco

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