quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cenas de crueldade em Gaza explicam ações militares israelenses

Insegurança institucional dos Estados islâmicos causa temor para os governos ocidentais
Fábio Cervone, colunista do R7

Suhaib Salem/ReutersSeis palestinos acusados de colaborar com Israel foram executados nesta terça-feira (20) em Gaza. Uma das vítimas foi arrastada cruelmente pelas ruas da cidade

O grupo radical Hamas garantiu, nesta terça-feira (20), a legitimidade moral das ações militares israelenses na Faixa de Gaza. Imagens de supostos membros da organização terroristaarrastando um corpo pelas ruas do território palestino causaram grande comoção no mundo ocidental. O ato de crueldade é mais um sinal de que a região vive constantes episódios de desordem pública e violações aos direitos humanos.

Na polêmica foto, alguns motoqueiros amarraram um palestino que foi assassinado por supostamente colaborar com o inimigo judeu. Além da referida vítima, outros 5 homens foram mortos na ação marcial do Hamas contra aqueles que julgaram traidores da sua causa.

A impressão de que a região é uma terra sem lei é quase involuntária e revolta quem vê a sequência de fotos. Simultaneamente, o desprezo à vida humana retratado pela cena sensibilizou o público atraindo a atenção de muitos para os conteúdos internacionais jornalísticos que reportaram o caso.

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Para a maioria dos ocidentais é impossível não se comover ao testemunhar tal episódio. Violações como esta expõem para a comunidade internacional as dificuldades nas quais vivem muitos habitantes do mundo islâmico.

A Palestina tenta há muito tempo constituir uma autoridade nacional, que seja dotada de poderes e legitimidade popular, para estabelecer uma ordem em seus territórios. O ato, registrado pelas lentes da mídia, apenas prova que os palestinos estão longe de possuir um Estado-nação moderno garantidor de uma cidadania que respeite os direitos humanos.

Certo que muitos terroristas sairão impunes de atrocidades como a desta terça-feira, Israel prefere fazer a justiça com suas próprias mãos. Esta atitude procura trazer para o sistema legal israelense, com sua legitimidade organizacional e respectivas punições, criminosos que circulam livremente na Palestina.

Ponta de lança das Cruzadas

O Estado de Israel foi fundado em 1948, quando declarou seu território independente da dominação britânica, o processo recebeu grande respaldo político e auxílio material do Ocidente. A nação judaica é desde então reconhecida por possuir a democracia mais antiga, a sociedade menos desigual, o melhor sistema de segurança social, a educação, tecnologia e a economia mais moderna da região. Tudo isso aconteceu graças ao empenho de seus compatriotas e um enorme investimento e confiança de seus aliados tradicionais.

Com isso, o país é representante inquestionável dos valores democráticos, da liberdade de imprensa, da igualdade entre gêneros, raças e culturas, do respeito aos direitos humanos e outros ideais amplamente difundidos e defendidos no Ocidente, sobretudo pelo porta bandeira do grupo: os EUA.

Concebido no coração do Oriente Médio, o Estado de Israel é um farol da cultura ocidental num mar de ditaduras militares e líderes fundamentalistas religiosos. A guerra na Síria, a frágil paz iraquiana, o caos político da Líbia, a fraca autoridade dos Estado libanês, o -ainda em consolidação - governo da Irmandade Muçulmana no Egito, o secreto programa nuclear iraniano, as ditaduras vitalícias da península arábica, e etc., são exemplos da insegurança e instabilidade da região.

Se existe um porto seguro no caos político do Oriente Médio, sem dúvida trata-se de Israel, uma democracia estável que está cercada de incertezas.

Fonte: R7.com

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