sábado, 10 de novembro de 2012

Jorge Viana diz que não escolha de Sammy é desrespeito com a Amazônia

Decepcionado com a não escolha do procurador de Justiça acreano Sammy Barbosa Lopes para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o senador Jorge Viana (PT) diz que o Brasil ainda vive como nos tempos da Corte, época em que o país olhava somente para seus “feudos” tradicionais, esquecendo o restante do país.

“O STJ tem 33 ministros e não há um membro da Amazônia, é sempre da república de São Paulo, da república do Paraná, da república de Minas Gerais”, critica ele. O senador petista considerou desrespeito e um equivoco a não escolha por Dilma Rousseff do procurador acreano.

Para ele, o governo Dilma precisa corrigir essa distorção e passar a olhar mais para o Norte e Nordeste. “{A Amazônia] não é priorizada, não é valorizada pela força que tem. Eu estou cobrando isso [a valorização].”

Jorge Viana disse não saber o que levou o governo do qual faz parte a escolher o segundo lugar na lista tríplice. “Deve ser essas coisas de Brasília, essa bolha do poder, são os interesses particulares de um e de outro”, afirma.

Sobre as novas partilhas do royaltie do petróleo, o senador tem o mesmo posicionamento do PT e avalia que o melhor seria toda sua destinação para a educação. “Se colocássemos todo esse dinheiro na educação nós colocaríamos o Brasil num outro patamar.” Para ele, a educação é o maior investimento que pode ser realizado.

O senador cita as cidades do Rio de Janeiro, Estado que detém mais de 80% dos royalties, como exemplo de como a não definição da aplicação do recurso pode não trazer benefícios. “Lá a qualidade de vida população mais pobre não melhorou pelo fato de não haver uma definição clara de como esse dinheiro será aplicado”, ressalta.

Quanto às discussões das novas regras de divisão das transferências federais como o Fundo de Participação dos Estados e Municípios (FPE e FPM), o petista considera imprudente chegar a definições num prazo tão exíguo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu o fim deste ano como prazo para o Congresso definir as novas regras de divisão do bolo. Com as eleições, deste ano, avalia Jorge, o debate ficou comprometido diante do pouco funcionamento das duas Casas legislativas. Na avaliação dele, o debate deve ficar para 2013, ano não eleitoral, para que se possa ter um debate mais amplo.

Fonte: Agazeta.net

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